Ora, por quê? Será que o curso foi melhorando
com o tempo, mudando o programa, a forma como é ministrado, prática /
teoria / prática, e até os Consultores / Professores ou, quem sabe, as
instalações e o preço?
Pois nada disso! O que mudou, decididamente, foi o interesse e a oportunidade
do assunto, a partir, inclusive, de uma evidente rearrumação do mercado
de trabalho que, premido pelas circunstâncias, se encolhe por um lado
(liberando executivos experientes e capazes para migrarem), e por outro
se evidencie cada vez mais carente da “expertise”, experiência e independência
eficaz que talvez só um preparado Consultor possa garantir.
Além disso, até em passado recente, os envolvidos como nós costumávamos
recomendar (até fervorosamente), que seus alunos “vestissem a camisa”
da empresa. Não era ela, por fim, quem estava pagando a conta? E que abraçavam
a Responsabilidade Social?
Isso mudou. Por exemplo, os cursos de MBA’s (bons ou não!), são cada vez
mais financiados (o denominado prudente investimento), pelos próprios
alunos, o mesmo ocorrendo com os programas de autodesenvolvimento, em
geral, e com isso, qualquer professor, mais experiente e mais sincero
(até por prudência, para não passar por desinformado), irá logo recomendando
aos alunos que vistam mesmo é sua “própria camisa” uma vez que, afinal,
a outra, da empresa, pode lhe ser desvestida, de repente, a qualquer momento.
Assim, com certeza, a Consultoria em suas diversas acepções (técnica,
funcional ou organizacional), está crescendo, sim, o que, em conclusão,
é bom para nós, Consultores, para os que ora ingressam, para os contratantes
(empresas, governos, pessoas) e para a Economia em geral. Ótimo!
Luiz Affonso Romano, CMC, Presidente
do IBCO.
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